Manuel Correia
Entre os dias 9 e 11 de março, vários espaços do centro da cidade de Ovar receberam a iniciativa “Concertos (In)comuns em Lugares (In)comuns”, que já vai na sua quarta edição.
Assim sendo, a edição deste ano do “Concertos (In)comuns em Lugares (In)comuns”, contou com a participação de seis grandes nomes da música portuguesa, como Legendary Tigerman, Bruno Pernadas, Capitão Fausto ou You Can’t Win Charlie Brown, que deram concertos intimistas para pequenas plateias.
A quarta edição do “Concertos (In)comuns em Lugares (In)comuns”, iniciou-se no auditório do Centro de Arte de Ovar, no dia 9 de março, com “How to become nothing”, o espetáculo de Legendary Tigerman.
“How to become nothing”, leva-nos numa viagem até à Califórnia, num espetáculo em formato de filme-concerto, cuja a banda sonora é tocada ao vivo por Legendary Tigerman (nome artístico de Paulo Furtado), com manipulação de imagens, também ao vivo, pelo realizador Pedro Maia, juntando-se os textos de Paulo Furtado e a fotografia de Rita Lino, retratando a busca de um homem, de se tornar em nada.
Já no dia seguinte, o Museu Júlio Dinis recebeu o concerto de Beatriz. Esta compositora e cantora de registo intimista, fez-se acompanhar pelos seus talentosos músicos, num espetáculo onde apresentou o seu EP “Insects”.
Tendo por base os registos pop e jazz, durante o seu concerto, Beatriz tocou temas como “Thoughout the years”, “Namora comigo” ou “You Know”.
Também no mesmo dia, Bruno Pernadas tocou na Escola de Arte e Ofícios. Neste espetáculo, dominado por um registo de jazz, bastante dançável, o músico e compositor, apresentou “Those who throw objects at the crocodiles will be asked to retrieve them”, o seu novo projeto.
“Those who throw objects at the crocodiles will be asked to retrieve them”, retrata uma busca pessoal de Bruno Pernadas pela relação entre a mitologia egípcia e o comportamento humano contemporâneo ocidental, sendo uma continuação de “How can we be joyful in a world full of knowledge”, o trabalho anterior deste instrumentista.
Por esta razão, quem marcou presença no espetáculo de Bruno Pernadas, na Escola de Artes e Ofícios, pode ouvir temas como “Ahhhhh”, “Première” ou “Galaxy”.
A última noite da quarta edição de “Concertos (In)comuns em Lugares (In)comuns”, abriu com o espetáculo de Señoritas, na Casa do Povo.
Señoritas é um duo, constituído por Mitó Mendes (A NAIFA) e Sandra Baptista (A NAIFA e SITIADOS), que em 2015 criaram uma nova identidade, partilhando o gosto de ensaiar, compor e tocar juntas.
Desta forma, nasceu um conjunto de 12 canções, algumas das quais foram partilhadas com o público vareiro, na Casa do Povo, que retratam os temas relativos ao universo feminino, como é o caso de “Tenho o dever de não gostar”, o primeiro single do seu álbum de estreia, com o mesmo nome, num espetáculo onde se junta a guitarra e o baixo elétrico às sonoridades do metalofone, do acordeão e do adufe.
Antes do espetáculo dos Capitão Fausto, na Escola de Artes e Ofícios, inserido na programação da quarta edição do “Concertos (In)comuns em Lugares (In)comuns”, o PRAÇA PÚBLICA esteve à conversa com Salvador Seabra, baterista da banda, que disse que o nome da banda “não tem uma história muito particular”, porque foi “o nome que na altura nos surgiu”.
Ainda sobre a escolha do nome da banda, Salvador Seabra afirma que “já foi à uma data de anos, precisávamos de arranjar um nome, e que na altura soou-nos bem”, acrescentando que “já nenhum de nós sabe explicar bem porquê”.
Quanto à questão do novo álbum, que o PRAÇA PÚBLICA sabe que já está a ser preparado, pelos Capitão Fausto, Salvador Seabra diz que “sabemos que queremos lançá-lo para o ano que vem”. Porém, “ainda é um bocado cedo”, para falar do próximo trabalho dos Capitão Fausto, porque “estamos a começar a compor as canções e a começar o processo de composição do disco”.
Relativamente à digressão apenas por salas de teatro, que os Capitão Fausto encontram-se a realizar, o baterista da banda afirma que “são sempre salas onde nós gostamos muito de ir tocar, porque são salas bonitas, têm uma dimensão indicada para o nosso público, ou seja,a capacidade de pessoas que levam, tem sido indicada, para nós”, sendo esta uma das razões pela quais, surgiu a ideia de fazer esta digressão.
“Lá (nas salas de teatro), temos a liberdade de fazer exatamente aquilo que queremos e que imaginámos, para esta digressão, e esta coisa das pessoas estarem sentadas, acho que se indica para este disco”, acrescenta Salvador Seabra.
Quanto ao concerto do passado dia 11 de março, na Escola de Artes e Ofícios, Salvador Seabra afirmou que “vamos tocar músicas dos três discos”. “Somos capazes de alterar uma coisa ou outra no alinhamento”, acrescentou Salvador.
E realmente foi isso o que aconteceu. A banda conhecida pelo sucesso “Amanhã estou melhor” subiu ao palco instalado na Escola de Artes e Ofícios, no dia 11 de março, para animar a quarta edição do “Concertos (In)comuns em Lugares (In)comuns”, com temas como “Debaixo das saias da mãe” ou “Chegou ao fim”.
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