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Conferência “O Património Azulejar De Fachada” abriu Azzelij 2017

Conferência “O Património Azulejar De Fachada” abriu Azzelij 2017

O Azzelij 2017 abriu com a conferência “O Património Azulejar De Fachada: importância e salvaguarda”, que reuniu grandes investigadores da temática azulejar. O Azzelij 2017 incluiu um programa delineado em torno do azulejo, destacando-se o Concerto de Vitor Ramil, que teve lugar na Escola de Artes e Ofícios, o Concerto Big Band Estarrejazz & Maria João, que decorreu na Igreja de Válega, diversas visitas guiadas, uma sessão de contos tradicionais portugueses, por António Fontinha, oficinas, instalações e a Conversa de Encerramento “O Azulejo na Arte Urbana”, que contou com Miguel Januário, Tiago Casanova e Pedrita, no Museu Júlio Dinis
A Conferência “O Património Azulejar De Fachada: importância e salvaguarda” foi dedicada à evolução histórica da azulejaria portuguesa, do séc. XIX ao séc. XX, e contou com a presença de investigadores nacionais e estrangeiros, entre os quais, Francisco Queiroz, investigador do CEPESE, José Luís Mingote, antropólogo do Museu Nacional de Antropologia de Madrid, Rosário Salema, investigadora da “Az- Rede de investigação em Azulejo”, Leonor Sá, responsável pelo “Projeto SOS-Azulejo”, Ana Velosa, Engª Civil da Universidade de Aveiro, Eduarda Vieira, da Escola das Artes, da CITAR e da Universidade Católica Portuguesa, e Joaquim José Lopes Teixeira da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. Estes investigadores partilharam a importância do património azulejar português, com enfoque em Ovar. Esta foi, também, uma oportunidade de partilha das ações de sensibilização e de reabilitação do património azulejar de fachada, levadas a cabo por diferentes instituições em Portugal.
Na abertura desta conferência, Salvador Malheiro, presidente da Câmara Municipal de Ovar, recordou que “Ovar tem este património azulejar que tentamos promover ao mais alto nível e, neste sentido, o Maio do Azulejo e o Azzelij foram mais uma aposta, que continuaremos a reforçar como forma de promover o nosso território e as nossas gentes”. Acrescentando que, nos dias de hoje, se “confunde o que é o acesso à informação com o verdadeiro conhecimento”, Salvador Malheiro destacou a importância de nesta conferência estarem “as pessoas que, de facto, conhecem, estudaram e têm feito investigação ao mais alto nível sobre esta matéria, provando que o azulejo deve ser, igualmente, visto sob o ponto de vista científico, possibilitando a melhoria da nossa performance no diz que respeito à conservação e à reabilitação deste património que temos muito orgulho em pertencer ao nosso legado”.

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