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Cortegaça despediu-se da exposição “As Coleções” do Museu de Ovar com uma conversa sobre a estreia da nova série “Madre Paula” na RTP1

José Lopes

Cortegaça despediu-se da exposição “As Coleções” do Museu de Ovar com uma conversa sobre a estreia da nova série “Madre Paula” na RTP1

Uma antiga fábrica da industria tradicional de cordoaria em Cortegaça acolheu durante o mês de junho a exposição “As Coleções”, um projeto cultural descentralizado para mostrar uma parte do espólio do Museu de Ovar.
Esta exposição resultou de uma parceria com a Junta de Freguesia de Cortegaça e encerrou no último dia do mês com mais um momento marcante, como foi uma noite de fados de Coimbra e, um “À Conversa” com a guionista e escritora Patrícia Muller, moderado pelo escritor Carlos Nuno Oliveira, para apresentação do livro e da série televisiva “Madre Paula”.
Este ambiente fabril rústico, recheado de memórias do trabalho então muito artesanal, que se transformou temporariamente num “centro cultural”, para receber muitas dezenas de obras de arte, em que predominaram artes como a pintura, a cerâmica, a escultura ou a fotografia, de mestres e artistas de diferentes gerações e seus conceitos no campo das artes, movimentos e tendências artísticas.
Foi o cenário perfeito de “partilha e vivência cultural” que Carlos Nuno Oliveira destacou como sendo o “caminho a continuar independentemente de todas as contrariedades”, isto, depois de Manuel Cleto, diretor do Museu de Ovar, ter chamado a atenção para o potencial do espólio que a Instituição guarda e que “quer dar a conhecer” a exemplo desta experiência em Cortegaça, que teve como comissário Acácio Coelho e a curadoria de Maria da Graça Diogo.
Num último olhar sobre “As coleções”, o dia de encerramento desta exposição proporcionou um animado serão à conversa com Patrícia Muller, autora do romance histórico Madre Paula publicado em 2014, que acabou de ser adaptado para uma série televisiva com estreia marcada para hoje (dia 5 de julho), na RTP1. A autora partilhou com os presentes esta nova caminhada, depois de experiências que teve em novelas, noutros canais.
Nesta conversa intercalada com fados de Coimbra através do grupo “Capas Negras”, que interpretou ainda várias recolhas inéditas dos anos 20 e 40, Patrícia Muller abordou a história de um “amor proibido” entre Madre Paula, a freira de Odivelas e o Rei D. João V, como um “amor intenso” a que o Rei não resistiu, “tornando a freira sua amante, confidente e conselheira”.
Assumindo-se ansiosa pela reação do público a este “modelo diferente das novelas a que os portugueses se habituaram”, a autora falou ainda de alguns nomes do elenco da nova série e a sua escolha para se aproximarem em traços gerais dos personagens interpretados, no caso do Rei D. João V, interpretado pelo ator Paulo Pires, e de Madre Paula, vivida pela atriz Joana Ribeiro.
A guionista deixou também como sugestão ler o livro ao mesmo tempo que vejam a série televisiva, esperando no seu facebook reações e comentários.
De realçar que a história de Madre Paula, filha pobre de um ourives, passa-se em Lisboa no início do século XVIII.

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