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Jardim do Cáster recebeu a quarta edição do Festival Literário de Ovar

Manuel Correia

Jardim do Cáster recebeu a quarta edição do Festival Literário de Ovar

Teve lugar entre os dias 13 e 16 de setembro, no Jardim do Cáster, a quarta edição do Festival Literário de Ovar, que, mais uma vez, teve como objetivo criar uma relação de proximidade entre os leitores, os livros, os seus escritores e os seus ilustradores.
Desta forma, durante estes quatro dias, passaram pelo Jardim do Cáster, cerca de 40 autores, como Rodrigo Guedes de Carvalho, Filipa Martins, Clara Haddad, Carlos Fiolhais, Pedro Seromenho ou Alberto Sousa Lamy. De realçar que além das habituais mesas de debate e das conversas, a edição deste ano do Festival Literário de Ovar, contou com sessões de autógrafos, recitais de poesia e workshops de ilustração.
A Conferência de abertura do IV Festival Literário de Ovar contou com as presenças de Salvador Malheiro, presidente da Câmara Municipal de Ovar, Alexandre Rosas, vereador da Câmara Municipal de Ovar com o pelouro da Cultura, e Carlos Nuno Granja, escritor responsável pelo evento.
Segundo Salvador Malheiro, o Festival Literário de Ovar tem um “cariz muito informal”, um “cariz de proximidade, em que os nossos convidados escritores estão em perfeita harmonia com o público de Ovar”.
Para o edil, também é importante “o empenho e atenção, por parte de quem gere a Câmara Municipal”, em apostar nestas iniciativas, que podem “marcar muito pela positiva”, sabendo que “este género de eventos, não são daqueles que pegam, logo à primeira, mas sentimos uma evolução positiva, ao longo dos tempos”.
O autarca considera, ainda importante, esta “aposta na formação, na literatura, tentando abranger todas as classes etárias, desde os mais novos, até aos mais velhos”. “Pensamos que é uma boa aposta”, afirma Salvador Malheiro.
Já Carlos Nuno Granja começou a sua intervenção elogiando e dando os parabéns a Alberto de Sousa Lamy, pelo lançamento do livro “Dicionário da História de Ovar – Volume 4”, afirmando que “uma terra sem memória, é uma terra sem identidade”.
Para Carlos Nuno Granja, ter “uma plateia assim, este espaço todo preenchido, enche-me de orgulho e faz-me acreditar, de facto, que o sonho comanda a vida”.
“Sempre pensei ver, um Festival Literário em Ovar, tal como acontece “em muitos outros locais”, afirma Carlos Granja, acrescentando que “é realmente fantástico o número de pessoas” que este festival “pode realmente marcar, no meio literário, na região”, mas “também no nosso país”.
Segundo o escritor e professor primário, “quem está de parabéns, são as pessoas que aparecem, os escritores que acreditam neste projeto e que vêm ao nosso encontro” e também a “equipa que permite que toda esta logística seja frequentada”.
De seguida, teve lugar a apresentação do livro “Dicionário da História de Ovar – Volume 4”, de Alberto Sousa Lamy.
Alberto Sousa Lamy é um advogado e escritor vareiro, nascido a 19 de novembro de 1934, filho do Dr. Eduardo de Sousa Lamy e de Maria de Matos de Sousa Lamy. Licenciou-se em Direito, pela Universidade de Coimbra, em 1958, sendo que foi vogal do Conselho Geral da Ordem dos Advogados (entre 1981 e 1983) e vogal do Conselho Superior da Ordem dos Advogados (1990-1998). No dia 25 de julho de 1994, Alberto Sousa Lamy recebeu a Medalha de Mérito Municipal Ouro, pela sua dedicação à divulgação da história local.
Seguiu-se a primeira mesa de debate da quarta edição do Festival Literário de Ovar, moderada por Bruno Henriques, com as participações de Luís Carlos Patraquim e de Álvaro Laborinho Lúcio, sob o mote “Nossa vida é sempre um monólogo de interesse e de sonho”, de Raul Brandão.
Relativamente ao segundo dia do IV Festival Literário de Ovar, o destaque vai para a mesa moderada por João Morales, com a participação de Jacinto Lucas Pires Joana Bértholo e Rodrigo Magalhães, que teve como mote “Mas que somos nós mais do que uma condição permanente?” (Irene Lisboa).
De destacar, ainda, a última mesa do IV Festival Literário de Ovar, que teve como mote, “Custa tanto escrever um bom, livro como um mau livro; mas só merece respeito a Arte que é em nós uma imposição, um destino, um fogo inconsumível de espírito, ainda que a obra, relativa à nossa exigência nos pareça medíocre” (Agustina Bessa-Luís), com a moderação de Victor Oliveira Mateus, e a participação, como oradores, de Pedro Guilherme-Moreira e Rodrigo Guedes de Carvalho.

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