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Luís Lavrador apresentou “Ao Sabor da Bíblia”, no Museu Júlio Dinis

Manuel Correia

Luís Lavrador apresentou “Ao Sabor da Bíblia”, no Museu Júlio Dinis

Luís Lavrador, chef da Seleção Portuguesa de Futebol, e também Confrade Honorário da Confraria Gastronómica do Concelho de Ovar, apresentou, na noite de 5 de abril, no Museu Júlio Dinis, o seu mais recente livro, “Ao Sabor da Bíblia”, numa sessão organizada pela Confraria Gastronómica do Concelho de Ovar.
Marcaram presença, nesta sessão Ricardo Nunes, Arrais de Mar da Confraria Gastronómica do Concelho de Ovar, Alexandre Rosas, vereador da Câmara Municipal de Ovar com o pelouro da Cultura, e José Augusto Maia Marques, historiador, antropólogo, especialista em História da Gastronomia e Confrade Honorário da Confraria Gastronómica do Concelho de Ovar.
Para Alexandre Rosas, Luís Lavrador trás “um documento, um livro, que é mais do que um livro”, sendo que “tem aqui temas (que me deixam) curioso”.
Segundo o edil, o livro tem uma base que reflete “mesmo a bíblia da Igreja Católica”, sendo que, “no fundo, aquilo que se faz, ou que se fazia, é um bocadinho a leitura”, de uma outra perspetiva, da bíblia.
O autarca terminou o seu discurso afirmando que “se há confraria, ou associação, como lhe queiram chamar, é a Confraria Gastronómica do Concelho de Ovar, porque são pessoas que têm bons princípios, que têm grandes objetivos, o que nem sempre acontece, no nosso associativismo”.
Por sua vez, José Augusto Maia Marques, também conhecido como Maia Marques, iniciou a sua intervenção, de forma bem humorada, confessando ser, “de certa forma, avesso às tradicionais apresentações de livros” uma vez que “o livro quer-se lido de ideias, de práticas e de saberes, portanto, um livro, quer-se lido”.
Relativamente ao livro de Luís Lavrador, Maia Marques afirma que “é fruto de uma dezena de anos de uma intensa investigação, que só quem se vê nestas andanças, tem noção do grau de dificuldade, e que culminaram com a dissertação do doutoramento” sendo que o título “sugere-nos tudo, recuperando a sua tese de mestrado: Religião e Gastronomia”.
Sobre o autor, Maia Marques começa citar Luís Lavrador, numa entrevista à rádio TSF, após ter-se tornado no primeiro chefe de cozinha português a obter o doutoramento, pela Universidade de Coimbra, quando este diz que “continuo a ser a mesma pessoa, a ser cozinheiro e a fazer aquilo que gosto de fazer, que é cozinhar, o título só me veio dar ainda mais responsabilidade”.
Ainda sobre o autor, José Augusto Maia Marques afirma que este é “Um homem que na cozinha não dispensa a colher de pau, o prato de eleição, é o bacalhau com grão, que queria muito ir à Terra Santa (não sei se já foi) e que gostava muito de cozinhar para o Papa Francisco”.
Por sua vez, Luís Lavrador preferiu contar que a ideia de escrever este livro surgiu, ainda na faculdade, quando precisou de fazer um trabalho, para o qual ainda não tinha tema, sendo que a professora dessa cadeira sugeriu que fizesse o trabalho sobre a bíblia, tendo como ponto de partida, “o artigo 11, da bíblia” que é “o código judaico da alimentação”.

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