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Maria Beatitude mostrou “mãos” que revelam fragilidades…

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Maria Beatitude mostrou “mãos” que revelam fragilidades…

A artista plástica nascida no norte do país em 1977, Maria Beatitude, trouxe ao Museu de Ovar, “A fragilidade dos dias” e “Ditos. Ditados populares”, em que se destacam muitas “mãos” em gestos expressivos e corpos femininos pintados na rudeza da tela, em contraste com a ideia de delicadeza da carne e do corpo. Duas séries do seu mais recente trabalho, que ao longo deste ano têm representado a pintora, residente em Santa Maria da Feira, em várias exposições coletivas e individuais pelo país.
No momento da inauguração da sua exposição, Maria Beatitude, começou por afirmar, “falo muito com as mãos”, para se referir a uma das séries deste seu trabalho em que se destacam figuras de “mãos” de mulher, que, na opinião da autora, “revelam fragilidades e estados de alma”, mas também, “ansiedades, desejos e desassossegos”. Universos que nos fazem ponderar muito mais para lá da imagem exibida das “mãos”.
Já sobre a outra série de quadros que integra esta exposição no Museu de Ovar, que pode ser vista até dia 3 de dezembro, a artista Beatitude admitiu que esta série de cinco quadros com corpos de mulher pode parecer “muito violenta”, mas fez questão de convidar os presentes a darem também atenção aos “ditados populares” inscritos no título de cada obra, como: “o que os olhos não veem o coração não sente” ou “quem come a carne, rói os ossos”, que muito ajudam a quebrar a primeira impressão do trabalho um pouco brusco na tela, que tem ainda a particularidade de ser pintada no lado oposto para explorar a sua diferente tonalidade.

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