Jornal Praça Pública

Moradores contra o abate de árvores no Jardim Almeida Garrett

A polémica estalou nas redes sociais, mas depressa os moradores partiram para a denúncia do que consideram ser “um ataque desmedido,sem justificação possível, ao maior parque arbóreo da cidade de Ovar”.

Em causa, está o abate de oito árvores, efetuado pela manhã do passado sábado, na sequência da obra de Requalificação do Jardim Almeida Garrett.

Ao Praça Pública, um morador, que garantiu já ter pedido esclarecimentos à Câmara Municipal de Ovar,ainda antes deste abate acontecer, conta tratar-se “de um ato impensável, decidido por alguém prepotente que se encontra sentado em gabinetes e que não conhece a realidade local, muito menos a de outros países”. O empresário, que assegura morar e pagar os impostos de duas empresas em Ovar, mostrou a sua indignação ao nosso jornal e defende que “as árvores estavam em boas condições, e que nada justifica o seu abate”.

O empresário diz que“para quem se diz doutorado e que viveu fora do país”, o presidente da Câmara Municipal de Ovar, com esta medida, demonstra que faz o que quer, e que não admite sequer, ser questionado”. Ainda assim, diz o morador do Largo da Estação, “irei pedir,à autarquia, os esclarecimentos que julgar necessários sobre este atentado ambiental a que assistimos”.

A meio da manhã as redes sociais foram invadidas por comentários de muitos ovarenses, que mostraram surpresa e indignação face ao ato ocorrido. As fotografias do abate das árvores proliferaram rapidamente, assim como não demoraram a aparecer as reações, particularmente vindas de muitos candidatos autárquicos, dos quadrantes políticos que se encontram na oposição a Salvador Malheiro.

Contactada pelo Praça Pública, a autarquia esclarece que o abate de árvores foi motivado “razões de inclusão e segurança, melhoria das acessibilidades e segurança das pessoas e bens”.
A Câmara Municipal defende que, “apesar de não estar previsto o abate de árvores no âmbito da empreitada”, no decorrer dos trabalhos, “verificou-se que as árvores tinham as raízes muito à superfície”, facto que levou a Divisão do Ambiente da autarquia a analisar a situação, concluindo que “as mesmas tinham grandes probabilidades de cair”,decidindo, assim, “abater as árvores em risco de queda”.

Domingos Silva diz que “as questões ambientais são primordiais para o atual executivo”, contudo defende que “a segurança dos nossos munícipes é ainda mais importante”.

O Praça Pública tentou obter a reação da associação ambientalista “Amigos do Cáster”, que remeteu uma posição para a nossa próxima edição.

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