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Movimento Cívico e Liga dos Amigos exigem integração imediata do Hospital de Ovar e das USF’s do concelho na Unidade Local de Saúde de Entre Douro e Vouga

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Movimento Cívico e Liga dos Amigos exigem integração imediata do Hospital de Ovar e das USF’s do concelho na Unidade Local de Saúde de Entre Douro e Vouga

O Movimento Cívico de Cidadãos em prol da Saúde do Concelho de Ovar e a Liga de Amigos do Hospital de Ovar (LADHO) estão preocupados com o futuro do Hospital de Ovar e exigem que o Ministério da Saúde clarifique posições e “integre, de imediato”, o Hospital Dr. Francisco Zagalo e as Unidades de Saúde Familiar do Concelho de Ovar, “na ULS de Entre Douro e Vouga, assumindo, como lhe compete, a inequívoca liderança deste processo, e melhorando, em contrapartida, as valências médicas do hospital, fazendo a remodelação do bloco operatório e criando um serviço de Atendimento Prioritário Urgente”.
Numa carta enviada ao Ministro da Saúde, Alberto Campos Fernandes, o Movimento e a LADHO dizem estranhar “ainda não ser pública a decisão do Ministério da Saúde”, relativamente ao que dizem ser a intenção da Câmara Municipal de Ovar, que defende “uma gestão piloto do hospital, a cargo da autarquia”, afirmam. Esta, dizem o Movimento e a LADHO, “não é uma boa opção, pois pode embocar na integração no Centro Hospitalar do Baixo Vouga (Aveiro), ou até colocar em risco o seu futuro”.
No mesmo documento, o Movimento e a LADHO acusam o atual Governo de “desconsiderar, flagrante e inaceitavelmente as pessoas que residem no concelho de Ovar”, isto porque “o Ministério da Saúde não prevê o serviço de Atendimento Permanente (urgências básicas) para o Hospital de Ovar”, revelam.
O Movimento e a LADHO dizem tratar-se de uma situação incompreensível para com os ovarenses, e apontam a realidade de um concelho vizinho como exemplo. “O concelho de São João da Madeira, por intervenção direta do Partido Socialista no Governo, usufrui, desde há mais de um ano, de um Serviço de Urgência, não obstante tenha menos de metade dos habitantes do concelho de Ovar e diste a muito menor distância do hospital de referência que serve os dois concelhos”, lembram o Ministro. Neste sentido, o que se verifica entre Ovar e São João da Madeira, “é de uma gritante e inqualificável injustiça política, social e económica”, dizem.
O Movimento de Cidadãos e a LADHO salientam que “o Hospital de Ovar e as Unidades de Saúde Familiar do concelho já têm hoje os médicos, os enfermeiros e os administrativos que são os agentes necessários para o Atendimento Urgente”, integrem-se, “os serviços de saúde do concelho de Ovar onde integrarem”, destacam.
Perante os argumentos que expõem ao Ministro, Alberto Campos Fernandes, o Movimento de Cidadãos e a LADHO dizem ser levados a concluir que “só a falta de vontade política é razão para não se encontrar uma solução para esta lamentável e penalizadora situação dos munícipes de Ovar”, até porque “a questão económica não poderá sobrepor-se aos interesses das populações, quando está em causa a saúde”, defendem.

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