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Museu de Ovar mostra exposição de “Bonecos de Estremoz”

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Museu de Ovar mostra exposição de “Bonecos de Estremoz”

A arte da cerâmica figurativa de Estremoz, popularmente conhecida por “Bonecos de Estremoz”, um património artístico com mais de 300 anos que chegou a estar em risco de se perder, foi dada a conhecer no Museu de Ovar, através de uma exposição de Figurado de Estremoz, da autoria de Jorge de Conceição, um artista que se vem afirmando no desenvolvimento do seu perfil próprio de ceramista nesta arte de trabalhar o barro, cujas técnicas aprendeu desde muito cedo.
A exposição inaugurada no dia 12 de maio e que vai estar patente até 2 junho, é composta por figuras de presépio, entre várias figuras religiosas ou figuras relacionadas com o trabalho rural, ofícios tradicionais e atividades domésticas, incluindo figuras alegóricas e objetos decorativos. Peças de rara beleza e delicadeza artística, que prendiam a atenção e o olhar demoradamente profundo e contemplativo dos presentes, a quem o autor dos trabalhos deixou algumas explicações sobre a cerâmica figurativa de Estremoz, sublinhando que neste seu trabalho com o barro, em que procura uma elevada diferenciação e um nível de qualidade, não utiliza moldes. “É tudo feito à mão e pintado à mão”, resultando em figuras “mais bonitas e outras mais feias, como nós”, disse.
Com o diretor do Museu de Ovar, Manuel Cleto, ausente por razões de saúde, couberam a Manuel Brandão, da Assembleia Geral da Instituição, as palavras e boas-vindas a exposições com a riqueza desta arte, que “muito engrandecem o Museu de Ovar”, referiu.
Jorge da Conceição nasceu em Estremoz, em 1963, e faz questão de lembrar e homenagear os seus familiares que tiveram papel determinante na década de 1930, em fazer reviver a arte de produzir os Bonecos de Estremoz, como o seu avô paterno, Mariano da Conceição (1903-1959) de quem fala com entusiasmo.
A arte de trabalhar o barro, que permitiu modelar peças até aos 21 anos, altura em terminou a sua licenciatura em Engenharia, aprendeu-a muito cedo com a sua avó Liberdade da Conceição (1913-1990), a sua tia Sabina da Conceição (1921-2005) e ainda com a sua mãe Maria Luísa da Conceição (1934-2015), conceituados ceramistas de figurado de Estremoz.

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