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Museu de Ovar: Uma intensa conversa literária com Ernesto Rodrigues

José Lopes

Museu de Ovar: Uma intensa conversa literária com Ernesto Rodrigues

A 70ª tertúlia literária no Museu de Ovar dinamizada e moderada pelo escritor Carlos Nuno Oliveira, que evoluiu de “À Palavra com…” para, “Conversas Úteis com…”, realizou-se no dia 28 de junho, e teve como participante o escritor Ernesto Rodrigues. Em Ovar, o escritor partilhou a sua obra literária com os presentes, e deixou, no final, algumas palavras sobre as políticas de fechar fronteiras aos refugiados. Dando o exemplo da Hungria, que conhece bem e de cuja língua é tradutor, falou do ponto de vista da sua evolução histórica, para concluir que, deste país, que sempre perdeu todas as guerras e consequentemente dois terços do seu território, com fuga de populações, não seria de esperar tais políticas, que encontram no avanço do populismo e da extrema-direita em campo fértil.
O drama dos refugiados é, aliás, pano de fundo do seu romance, “Uma Bondade Perfeita” (2016), que venceu o Prémio PEN Clube Português na categoria de Narrativa, um dos livros apresentado nesta sessão em Ovar.
Com a simplicidade que vem caraterizando estas iniciativas, sem receções institucionais, sem discursos de ocasião, esta tertúlia “Conversas Úteis…”, inevitavelmente, não teve só a participação do escritor de uma vasta obra literária, Ernesto Rodrigues. Teve o poeta, ficcionista, cronista, crítico, ensaísta, editor literário, jornalista e tradutor de húngaro. Teve este investigador literário, nascido em 1956, na Torre de Dona Chama (Mirandela). Diretor do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (CLEPUL), em que é docente.
Esta conversa verdadeiramente útil, foi naturalmente influenciada pela intensa atividade, incluindo a profissional, dedicada à literatura, em que Ernesto Rodrigues se desdobra em conferências, em universidades portuguesas e brasileiras, em França, Hungria, Itália, Moçambique, Marrocos e Roménia. Vida literária a que o escritor lembrou na celebração dos 40 seus anos, assinalados em 2013, com a edição de obras como, “Do Movimento Operário e Outras Viagens” (poesia), ou “A Casa de Bragança” (romance), cujo ponto de partida para este romance histórico, foi abordado pelo autor, referindo episódios do casamento de D. Pedro e D. Inês e do segundo filho, D. João de Portugal, que apesar de “calhado para o trono”, vicissitudes da História entregaram o reinado ao meio-irmão D. João I.

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