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Museu Júlio Dinis recebeu VI Encontro Dinisiano

Manuel Correia

Museu Júlio Dinis recebeu VI Encontro Dinisiano

Teve lugar no passado dia 14 de novembro, no Museu Júlio Dinis, o VI Encontro Dinisiano, uma iniciativa anual, que tem como objetivo promover o convívio entre investigadores e leitores, partindo da obra literária de Joaquim Guilherme Gomes Coelho, mais conhecido como Júlio Dinis, e comemorar o aniversário do escritor, e do lançamento dos romances “Uma Família Inglesa” e “Morgadinha dos Canaviais”.
Marcaram presença, nesta iniciativa, António França, responsável máximo pelo Museu Júlio Dinis, Graça Lacerda, Técnica Superior da Divisão de Ação Cultural e Científica da Câmara Municipal do Porto, e Leandro Ribeiro, responsável pelo Projeto Artístico de J.D.
António França, agradeceu a presença de todos e aproveitou para falar sobre “o projeto que ando a acompanhar à muito tempo”, denominado “Percurso Literário: Uma Família Inglesa. Cenas da Vida do Porto”, que António França considera importante “não só por falar do legado de Joaquim Guilherme Gomes Coelho, em relação à sua cidade natal, mas também, por outro lado, esta questão do romantismo” que considera ser “uma linguagem de marca” de Júlio Dinis, “que faz parte desse legado”.
António França aproveitou a ocasião para falar da forma como nasceu o Museu Júlio Dinis, porque “muitas das vezes as pessoas perguntam ‘como este espaço surgiu?’”.
Assim, segundo António França, tudo começou quando Júlio Dinis veio para Ovar, para casa de uma tia, exatamente no mesmo local onde se encontra o Museu Júlio Dinis, para curar uma tuberculose, sendo “aqui onde ele vai-se inspirar aquilo que mais tarde vieram a ser ‘As Pupilas do Sr. Reitor’ e ‘A Morgadinha dos Canaviais’”.
Desta forma, em 1996, no mesmo edifício onde morava a tia de Júlio Dinis, foi inaugurado o Museu Júlio Dinis – Uma Casa Ovarense. Porém, durante o processo de reabilitação da casa, que terminou em 1994, detetou-se que “o piso estava em muito mau estado. Foi encontrado um piso similar de uma casa, que ia ser demolida, em Válega, e tiveram esta opção: vamos pegar no piso que está em Válega, que à partida é um piso centenário, e vamos colocar aquele piso, respeitando o regular da casa, e vamos colocá-lo na casa”.

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