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Museu de Ovar leva “As Coleções” a Cortegaça

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Museu de Ovar leva “As Coleções” a Cortegaça

As instalações de uma antiga fábrica de cordoaria em Cortegaça, durante o mês de junho, transformaram-se num autêntico centro cultural descentralizado, em que se instalou a maior exposição já mais realizada pelo Museu de Ovar, com base nas várias coleções de arte do seu espólio. Uma parceria com a Junta de Freguesia de Cortegaça que tornou possível a exposição “As Coleções”, inaugurada no sábado com um vasto programa de atividades até 30 de junho, que inclui, “Encontros com a arte” (dias 13 a 24), “Workshop de iniciação à fotografia com Jorge Bacelar” (dia 17), “Passeio fotográfico por Cortegaça com Jorge Bacelar” (dia 24) e, por fim, um “À conversa” com a escritora Patrícia Muller, que vem a Ovar apresentar “Madre Paula” um romance adaptado para televisão, moderado por Carlos Nuno Oliveira. Esta última iniciativa terá lugar no dia do encerramento desta exposição de pintura, desenho, cerâmica, escultura e fotografia, de que é comissário o antigo industrial local, Acácio Coelho, com curadoria de Maria da Graça Diogo.
Esta exposição, muito eclética, reúne obras de mais de 160 artistas de diferentes artes, e de diferentes gerações, com peças que constam do acervo do Museu de Ovar, como: Abel Manta, Abel Salazar, Alberto Carneiro, Artur Bual, Aurora Libório, Cargaleiro, Domingos Pinho, Guilherme Camarinha, José Mouga, Júlio Resende, Luís Darocha, Luís Demee, Luís Ferreira de Matos, Pomar, Querubim Lapa, Zé Penicheiro, Jorge Barradas ou Emerenciano, entre tantos outros.
O momento da abertura da exposição “As Coleções” ao público, aos muitos artistas ali representados e às várias entidades convidadas, decorreu depois da cerimónia de inauguração, num espaço em memória do antigo proprietário e industrial de cordoaria, Joaquim Alves Leite, tendo sido animada musicalmente pela Orquestra Cromática (de Santa Marinha-Cortegaça), que deu ainda mais brilho e beleza a um espaço tão afetivo, que a família proprietária colocou simpaticamente à disposição deste evento cultural. Foi mesmo verdadeiramente surpreendente o reaproveitamento e a adaptação do comprido interior rústico da fábrica, por onde se cruzaram dezenas de visitantes a contemplarem e a usufruírem o agradável momento cultural, que, o presidente da Junta de Freguesia de Cortegaça, Sérgio Vicente, quis dedicar ao reforço da “coesão territorial” através deste tipo de parcerias, para o “intercâmbio de culturas, artes e tradições”.
Num ambiente marcado por uma profunda afetividade, o diretor do Museu de Ovar, Manuel Cleto, que se fazia acompanhar do presidente da Assembleia Geral, Oliveira Dias, recordou a sua própria relação familiar com Cortegaça e suas gentes, e dedicou palavras de reconhecimento aos industriais, a quem “a direção do Museu de Ovar quis prestar esta homenagem”, convidando o antigo industrial local, Acácio Coelho, para “comissário da exposição”. Nesta qualidade, Acácio Coelho, realçaria com vivacidade a importância da indústria da freguesia no mercado nacional e internacional, lembrando ainda a atividade que desenvolveu na CRECOR e a sua relação com a arte. Já a curadora da exposição, Maria do Carmo Diogo, manifestou-se muito lisonjeada com o convite que lhe foi feito para este desafio.

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