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Museu de Ovar: Mostra o projeto artístico e pedagógico de Viriato da Silveira

José Lopes

Museu de Ovar: Mostra o projeto artístico e pedagógico de Viriato da Silveira

“O Disco de Diamante e o Retângulo de Platina” é o título da exposição de Viriato da Silveira que reuniu também obras de artistas por si convidados, como, Ana Loureiro, Helena Didia e Nelson Canastra, que corresponderam ao desafio do projeto que Viriato da Silveira desenvolve há várias décadas sobre “perspetiva curvilínea”.
A exposição de pintura e escultura inaugurada no dia 22 de abril, que vai estar patente até 20 de maio, é ainda uma homenagem a dois artistas já falecidos, Eleutério Sanches e Luiz Darocha com quem Viriato da Silveira conviveu enquanto alunos na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e de quem guarda obras que partilha nesta mostra de arte em que os vários autores definem os seus sentimentos, através das formas que as mãos conseguem moldar.
Tendo como ponto de partida um grande retângulo colocado no chão, de uma das salas da exposição, o escultor Viriato da Silveira, desdobrava-se na explicação da diferença entre o que designa de “retângulo de platina”, em que as distâncias entre figuras são diferentes, e o oficialmente ensinado através do “retângulo de ouro” em que as figuras são apresentadas todas do mesmo tamanho.
Esta é a base de uma explicação diferente de outros geómetras, em que este artista, que nasceu em Díli, defende, afirmando que “nós vemos que de facto as distâncias são curvas e não retas como muita gente considera serem”.
Por esta razão, Viriato da Silveira conclui, na recente edição com o mesmo título da exposição, e em que deixa agradecimentos ao Museu de Ovar, onde “muitos cientistas e geómetras, artistas e desenhadores sempre tentaram apresentar as suas ideias”.
Uma demonstração neste projeto artístico e pedagógico em que o autor, que já o apresentou há mais de três décadas na Bienal de Vila Nova de Cerveira e em Cascais, incluindo várias publicações sobre o tema da “perspetiva curvilínea”, que insiste serem, “características da parte curva que nós vemos”.

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