Jornal Praça Pública

Música, poesia e teatro marcaram a cerimónia de abertura do XXV Festovar

Manuel Correia

Música, poesia e teatro marcaram a cerimónia de abertura do XXV Festovar

Teve lugar na noite de 12 de outubro, na Casa da Contacto, a cerimónia do XXV Festovar, este ano com o mote “Ria, onde um sonho finda, outro principia!”, onde a música, a poesia e o teatro foram os reis, numa noite dedicada à Ria de Aveiro.
Marcaram presença, nesta cerimónia, Alexandre Rosas, vereador com o pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Ovar, Nuno Pinto, em representação da União de Freguesias de Ovar (UFO), Manuel Ramos Costa, presidente da Contacto, e Manuel Jardim, técnico superior da área do Ambiente, da Câmara Municipal de Ovar.
Manuel Ramos Costa começou por afirmar que “o tempo foi tão célere, que nem demos por ele a passar, e no entanto, já lá vão 25 ‘Festovares’”, ou seja, “25 edições do Festival de Teatro de Ovar”.
“Foi a Contacto, com o apoio da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia, que trouxe para a agenda cultural de Ovar, o primeiro festival de teatro devidamente organizado”, disse Manuel Ramos Costa, acrescentando que isto aconteceu “há 25 anos, isto é, em 1993, ano pautado, também pela legalização da nossa Companhia, em Cartório Notarial, com a atual denominação: Contacto – Companhia de Teatro Água Corrente de Ovar”, sendo que “até então, não havia nada do género, no nosso concelho”, frisou.
Segundo o presidente da Contacto, “antes éramos o Grupo de Teatro Água Corrente, e assim nos mantivemos, durante os dez primeiros anos”, dos quais “oito foram como secção de teatro do Orfeão de Ovar”.
Por sua vez, Alexandre Rosas considerou que o Festovar “é um grande momento cultural, não só da cidade de Ovar, mas do município de Ovar, da região de Ovar, da região de Aveiro, e até diria, do país, porque, de facto, é um festival que tem história”.
“Eu diria que é um festival que não é da Contacto. Neste momento, eu acho que o Festovar, é de facto, património vareiro, património da nossa terra, e de todos nós nos revermos naquilo que é feito”, afirmou Alexandre Rosas.
Para o autarca, “ estamos na introdução de um tema que eu acho uma ideia extremamente feliz, porque de alguma forma, nos permite, também, alertar, discutirmos, falarmos, sobre aquilo que nos é tão querido, seja o Azulejo, o Cantar os Reis e, neste caso, a Ria de Aveiro”.
“Todos nós temos algo a dizer sobre a Ria, todos nós temos um pensamento sobre a Ria, que também é um bem que temos”, afirmou o edil.
O autarca terminou o seu discurso dizendo que Ovar “tem a felicidade de ter cinco companhias de teatro ativas, e portanto, está aqui um investimento (da parte da Câmara Municipal de Ovar), na ordem dos 45 mil euros, que eu acho que é uma ajuda importante, para aquilo que é o vosso trabalho”, tendo acrescentado que esta quantia “não chega, sabemos todos disso. Sabemos, o que é a dificuldade do associativismo, mas penso que é importante este apoio”, rematou.
Nuno Pinto começou por falar da sua relação com a Contacto, dizendo que “é onde me sinto quase em família, porque tenho a honra de ter muitos amigos aqui, que fazem parte da Contacto, amigos esses que já conheço à muitos anos”.
Nuno Pinto afirmou lembrar-se, ainda, do Grupo de Teatro Água Corrente, “ali na zona do Largo dos Combatentes”, disse, tendo destacado recordar-se, ainda, “de lá ir a uma peça”, cujo nome não se recorda, porque “ainda era muito jovem”, destacou.
Já sobre o Festovar, o representante da UFO disse tratar-se de “um evento cultural de referência”, sendo “sem dúvida, uma das iniciativas culturais, mais relevantes, que é levada a cabo, em Ovar, durante o ano”, salientou.
Manuel Jardim destacou que “a Ria é a nossa terra, é a nossa região, e é a nossa marca”, e disse ter ficado “espantado com o facto de a Ria ainda conseguir ser um motivo inspirador” para iniciativas como o Festovar.

Leia o artigo completo, na nossa edição impressa, que já se encontra nas bancas.

Artigos Relacionados