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Ovar homenageia os heróis que morreram durante da Guerra do Ultramar

Manuel Correia

Ovar homenageia os heróis que morreram durante da Guerra do Ultramar

Foi debaixo do brilho dos raios de sol, do dia dedicado à Imaculada Senhora da Conceição (dia 8 que dezembro), que foi inaugurado, e em jeito de homenagem a aqueles que perderam a vida na Guerra do Ultramar, o Monumento e Memorial aos Combatentes Vareiros da Guerra do Ultramar, no Jardim Almeida Garrett.
Nesta cerimónia marcaram presença Salvador Malheiro, presidente da Câmara Municipal de Ovar, Domingos Silva, vice-presidente da Câmara Municipal de Ovar, Alexandre Rosas, vereador da Cultura da Câmara Municipal de Ovar, o Brigadeiro-General  Francisco Xavier de Sousa, João Antero Almeida, escultor, assim como vários representantes das Forças Armadas.
O presidente da Câmara Municipal de Ovar, destacou “o facto de a mais alta autoridade militar  presente (o Brigadeiro General Francisco Xavier de Sousa) ser um vareiro confere um brilhantismo a esta cerimónia ainda maior”. De seguida, o edil começou o seu discurso, afirmando que “Este é um dia com muito significado e emoção, que ficará marcado na História de Ovar”, porque “hoje, estamos a praticar uma ação de justiça, uma ação de cidadania pura, em que o povo vareiro finalmente homenageia os seus militares que partiram para a Guerra do Ultramar”. “Uma sociedade que não homenageia os seus heróis, também não os merece”, acrescenta o autarca.
Salvador Malheiro diz, ainda, que “a Guerra do Ultramar teve uma grande influência no Município de Ovar. Vimos partir muitos jovens, muitos homens. Foram mais de quatro mil. E O Município de Ovar ficou mais pobre… Por todo o território, as tanoarias, as cordoarias, as companhas, os campos de milho, a indústria perdeu os seus trabalhadores. Até os nossos carnavais foram diferentes. Mas acima de tudo, perdemos homens que, no final do dia, não podiam partir o pão no seio da sua família. E o que recebemos em troca”?
O autarca responde dizendo que “recebemos uma série de órfãs e órfãos, mães sem filhos e tempos de solidão. A gente de Ovar é gente que sofreu muito e sofreu com as ausências mortais”.
O edil concluiu o seu discurso, afirmando que “tivemos a sorte e o privilégio de grande parte desses militares ter voltado. E o sorriso retornou a Ovar. E Ovar voltou a estar na senda do progresso. E trouxe-nos ainda valores decisivos a nós, que somos filhos de Abril. Infelizmente houve os que foram e não voltaram… Mas, hoje, perante as suas famílias, sabemos que estão no céu felizes e orgulhosos da sua terra e nós também estamos orgulhosos por, finalmente, podermos homenagear os nossos heróis”, que “hoje passaram a ter o seu nome gravado e em lugar de destaque neste monumento e memorial”.

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