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Ovar transformou-se num palco ao ar livre para receber artes de rua

Manuel Correia

Ovar transformou-se num palco ao ar livre para receber artes de rua

Decorreu, entre os dias 21 e 23 de julho, na cidade de Ovar, a quarta edição do FESTA – Festival Internacional de Artes na Rua, que este ano contemplou cerca de 20 manifestações artísticas de música, teatro, clown e novo circo, assim como espetáculos deambulantes, pelo centro da cidade, instalações artísticas e oficinas para os mais novos, proporcionados por 15 artistas, provenientes de quatro países diferentes, dos quais 13 são portugueses.
Ivo Pinho, músico vareiro de formação clássica, mas influenciado por várias sonoridades, apresentou-se no FESTA, com uma “Orquestra Clássica Inventada”, que andou pelas ruas do centro da cidade de Ovar, nos dias 21 e 22 de julho, sendo que no dia 23 de julho, encerrou este festival, no Pátio do Torreão, mais conhecido como Praça das Galinhas.
A “Orquestra Clássica Inventada”, surgiu através de um desafio que a Câmara Municipal de Ovar colocou a Ivo Pinho, para criar um espetáculo de música dirigido especificamente para esta edição do FESTA. Tratou-se de um projeto de música clássica que funde este tipo de música, com a música tradicional e popular de vários países, como são os casos do Brasil, da Argentina, dos países africanos, e das sonoridades provenientes do Leste da Europa, procurando o caminho comum que existe entre estes estilos musicais.
Também de Portugal, a companhia O Teatro mais Pequeno do Mundo, apresentou-se em Ovar, com o espetáculo “MICROGLOBO – Shakespeare numa Caravana”, composto por vários espetáculos teatrais, com a duração de dez minutos cada, que foram criados por esta companhia, proveniente de Viseu, tendo por base a obra de William Shakespeare. “As Damas de Shakespeare”, “Ofélia”, “Três Chapéus por um Rei” ou “Como não ser Julieta”, foram algumas das peças teatrais que a companhia viseense criou para este espetáculo. De realçar que, todas estas peças, tal como o nome indica, aconteceram dentro, fora, à frente, e por cima de uma caravana, à qual a companhia chamou de Penélope.
Regressando à música, os portugueses Lola Muff apresentaram-se no Festival Internacional de Artes na Rua, no primeiro dia de FESTA, na Praça das Galinhas. Os Lola Muff surgiram com cerca de cinco músicas, que mostravam a vontade que este grupo tinha de explorar diferentes estéticas musicais, dentro do rock, passando, também, por sonoridades como o reaggae, o blues, o ska ou o punk.
Por sua vez, a companhia Erva Daninha, trouxe a Ovar, mais propriamente ao Largo do Tribunal, “Enxada”, um espetáculo de circo contemporâneo, que nos transporta para o mundo rural, desconstruindo-o, através de um ponto de vista urbano e contemporâneo.
O nome deste espetáculo surge, porque o próprio tem como ponto de partida, a ideia do trabalho primário, referindo-se à agricultura, transportando-o para um espaço urbano, mais atual, recorrendo à enxada, que simboliza o trabalho e a ligação entre o passado e o presente, criando uma alusão ao trabalho da terra.

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