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“Retratos” de Luís de Matos, no Museu de Ovar

José Lopes

“Retratos” de Luís de Matos, no Museu de Ovar

A inauguração da exposição “Retratos”, da autoria de Luís de Matos, foi mais um momento mágico proporcionado pelo Museu de Ovar. O escultor, natural de Arada, regressou a esta casa de cultura meio século depois da sua primeira exposição no Museu de Ovar (1964) e da sua partida para Itália, como opção para não ir à guerra, tendo vivenciado, ali, o ambiente da liberdade e democracia nos anos 1960. Em Roma, onde assegurou ter descoberto a democracia, tornou-se bolseiro da fundação Calouste Gulbenkian em Roma (1966/7) e viria, também, a frequentar o curso de pintura na Academia de Belas Artes, estagiando depois na RAI – Rádio Televisão Italiana, na área da cenografia (1968).
A Sala dos Fundadores do Museu de Ovar acolhe,assim, uma mostra de esculturas, pintura e desenho de um dos artistas que ficou ligado a esta instituição, não só pelas suas obras, mas, como lembrou o diretor do Museu de Ovar, Manuel Cleto, pelo seu empenho no enriquecimento do espólio artístico “desta casa, com obras de outros artistas, como do italiano Pericle Fazzini”. Trata-se de um período marcante na fundação deste Museu e do seu reconhecimento junto de vários artistas de renome, que, “muito se ficou a dever ao seu grande impulsionador, José Augusto de Almeida, a quem é devida uma justa homenagem”, concluiu Manuel Cleto. Como, também, afirmaria o artista Luís de Matos, ao fazer um apelo para se olhar mais para “esta casa”, perante os muitos amigos e admiradores presentes neste evento recheado de memórias, que teve momento musical pelo “Grupo de Baladas Nostalgia”.
A sua relação como artista plástico com o Museu de Ovar, “ficou a dever-se ao José Augusto que pediu ao meu irmão, que trabalhava no F. Ramada para eu aqui expor”, lembrando-se de um grande retrato que pintou na época sobre um pescador do Furadouro para a exposição no mesmo espaço em que voltou agora com “Retratos”.

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