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Rio Cáster sofre descarga de águas residuais

Rio Cáster sofre descarga de águas residuais

No dia 27 de outubro, quem passava pela avenida D. Maria II, junto à antiga Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) que ali se encontra, não deixou de reparar no cheiro nauseabundo que ali se sentia. Isto deve-se às descargas feitas diretamente para o Rio Cáster, através de uma conduta de emergência, que ocorreram, a partir do final da tarde desse dia, transformando o Cáster, num depósito de águas residuais.
Em comunicado enviado à nossa redação, o Bloco de Esquerda (BE) de Ovar, classfica este caso, como um “atentado no Rio Cáster, com a agravante de tal descarga não através de uma qualquer fonte poluidora clandestina, que continuam a existir, mas neste lamentável caso, está devidamente identificada”, referindo-se à ex-ETAR, da avenida D. Maria segunda, que atualmente integra o sistema intermunicipal de saneamento da Águas do Centro Litoral e da AdRA.
O BE de Ovar acrescenta que “repudia tal negligência das entidades responsáveis pela manutenção e qualidade no funcionamento adequado destes equipamentos sob competência da SIMRIA e ADRA, que não podem recorrer à solução mais prática e ‘barata’ de lançar o saneamento das suas condutas para o rio e consequentemente para a Ria de Aveiro”.
No final do comunicado, o BE afirma que “vai exigir das várias entidades competentes e com responsabilidades sobre este atentado ambiental”, procurando saber que medidas foram tomadas pela Câmara Municipal de Ovar para evitar que voltem a haver longas descargas de águas residuais , tal como aconteceu neste dia, que o BE classificou como um dia “negro”, para o Rio Cáster.
Já nas redes sociais, Salvador Malheiro, presidente da Câmara Municipal de Ovar, classifica as descargas feitas diretamente para o Rio Cáster, como “um verdadeiro desastre ambiental”, e afirma que “a responsabilidade de tal acidente cabe às Águas do Centro Litoral (ex-SIMRIA).
O edil diz ainda que as descargas foram detetadas “pelos nossos serviços municipais às 16:40 do dia 27.10.2016, tendo sido feita comunicação formal às 17:37 às Águas do Centro Litoral com o conhecimento da ARH Centro e reforçada às 20.47, alertando para efetiva ocorrência de atentado ambiental pela continua descarga de efluente da rede em alta da SIMRIA”, solicitando indicações sobre que medidas tomar para a rápida resolução desta ocorrência. O relógio marcava as 22h04, quando Salvador Malheiro recebeu resposta da ex-SIMRIA a dizer que “a situação refere-se a um grave incidente ocorrido na manhã” desse mesmo dia, na ex-ETAR localizada na avenida D. Maria II, “que se encontra fora de serviço, com consequente ativação da descarga de emergência”. Isto porque às 9h30 da manhã de dia 27 de outubro, a referida ex-ETAR, terá recebido “um volume muito elevado de uma descarga de efluente com muitos resíduos sólidos e gordurosos.

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