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Rodrigo Freitas apresenta “Os 5 Compassos da Mudança” na Biblioteca Municipal de Ovar

Manuel Correia

Rodrigo Freitas apresenta “Os 5 Compassos da Mudança” na Biblioteca Municipal de Ovar

Decorreu, na passada sexta-feira, na Biblioteca Municipal de Ovar, a apresentação do livro “Os 5 Compassos da Mudança”, de Rodrigo Freitas, ex-baterista e letrista da banda TAXI. Neste livro, que conta com o prefácio de Zé Pedro, dos Xutos e Pontapés, Rodrigo Freitas conta-nos a sua história de vida, tendo em conta a experiência de vida do autor, tendo como ponto de partida a sua experiência com as drogas.
Durante a cerimónia de apresentação, que contou com a presença de Margarida Monteiro, diretora dos Serviços de Acolhimento de Espinho (SAE), o ex-baterista e letrista dos TAXI afirmou ter escrito este livro, “porque já à muito tempo que ansiava a escrever livros sobre a minha experiência de vida, que se pode dizer que foi muito rica, e que teve momentos muito pobres”. Rodrigo Freitas considera que o início do seu problema com as drogas foi quando “tive a oportunidade de subir muito alto, receber discos de ouro, conhecer grandes vedetas, tocar ao lado de grandes pessoas famosas, conviver com essas pessoas, estar lá, permanecer, manter-me ali, e manter, durante (quase) muito tempo, uma vida dupla, porque os meus colegas de conjunto não imaginavam, e só imaginaram passado muito tempo depois, quando eu comecei a dar sinais físicos, emocionais, psicológicos e a esconder-me, e a ficar em casa, e a emagrecer”, sendo mesmo obrigado, pela irmã, a fazer terapia em Londres. Ainda assim, Rodrigo Freitas “não pensava que alguma vez ia largar as drogas. Eu ia para que me ensinassem a controlar a minha maneira de viver e a minha relação com os consumos, não só das drogas, propriamente ditas, mas de todo o tipo de alteradores de estado de espírito”, acrescentando que “quando me disseram que eu tinha de largar o álcool e as drogas, eu perguntei: ‘e agora, o que é que eu vou fazer?’ E disseram, agora, vais viver, que até agora, tu deixaste de viver, durante este tempo. Eu não entendi e disse que não percebia bem”, afirmando ainda que “para quem viveu anestesiado durante 21 anos, voltar à vida normal é muito estranho.” Rodrigo Freitas terminou o seu discurso dizendo que “quando nós temos vontade, e a vontade existe, e existe também algum esforço em direção a essa vontade, nós conseguimos alcançar aquilo que mais desejamos”.
Já Margarida Monteiro afirma que na sua opinião, este livro “divide-se em duas partes: a parte em que o Rodrigo nos fala da sua própria experiência de vida, das dificuldades que teve, de como as superou, e depois, uma segunda fase, que introduz estes cinco compassos da mudança, que nos levam a ter uma vida melhor com mais qualidade, com mais felicidade, com mais serenidade”. Segundo a diretora do SAE, o Rodrigo “vai dando exemplos quer da sua própria experiência, quer da experiência de pessoas que conhece, que vai sustentando tudo o que vai dizendo, e inclusive vai-nos pondo à ‘prova’, com algumas questões que nos vai colocando”, acrescentando que “todas as orientações que nos dá resultam, basta a pessoa perder um bocadinho de tempo e começar a por em prática algumas coisas que ele vai dizendo aqui, no livro.” Margarida Monteiro aproveitou a ocasião para garantir que “quem correr o ‘risco’  de por em prática estes cinco compassos da mudança e as orientações todas que aqui estão escritas, vê muito rapidamente a sua vida a melhorar.”
Após os discursos de Rodrigo Freitas e de Margarida Monteiro, e já no final da cerimónia, a Escola de Música Oliveira Muge surpreendeu o autor de “Os 5 Compassos da Mudança”, com uma interpretação do tema “Chiclete” dos TAXI e uma versão traduzida para português de “We are the world”, de Michael Jackson.

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