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Viatura dos Bombeiros Voluntários de Ovar capotou e provocou cinco feridos

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Viatura dos Bombeiros Voluntários de Ovar capotou e provocou cinco feridos

Um veículo florestal de combate a incêndios, capotou, no passado dia 15 de outubro, quando se dirigia para um incêndio, em Macieira de Cambra (Vale de Cambra), provocando cinco feridos.
Em declarações ao PRAÇA PÚBLICA, José Paulo, Comandante Adjunto dos Bombeiros Voluntários de Ovar, afirma que “tudo o aquilo que possamos dizer, neste momento”, sobre a forma como se deu o acidente, “é especulação”, uma vez que ainda “estamos à espera dos relatórios das auditorias técnicas que foram feitas feito de imediato, pela Autoridade Nacional de Proteção Civil”, sendo que apenas após receberem o referido relatório, “é que nós vamos ter uma noção daquilo que se passou”.
No entanto, o Comandante Adjunto dos Bombeiros Voluntários de Ovar, aponta uma “possível avaria mecânica”, que foi detetada, e que terá levado “que eles (bombeiros que seguiam dentro da viatura) não conseguissem controlar o carro, e se despistassem”. “Eles ainda tentaram” fazer “uma manobra de recurso, mas acabou por não resultar”, acrescenta José Paulo.
Quanto ao número de vítimas que este acidente provocou, o Comandante Adjunto dos Bombeiros Voluntários de Ovar, afirma que foram cinco, todas elas elementos dos Bombeiros Voluntários de Ovar tendo sido transportadas, sem gravidade, para o Hospital de São Sebastião (Santa Maria da Feira), tendo já recebido hospitalar, por volta da uma da manhã do dia seguinte, embora o condutor do veículo, o Subchefe Álvaro Marcos Mariano Almeida, que segundo o Comandante Adjunto dos Bombeiros Voluntários de Ovar tem uma “larga experiência de condução, nomeadamente, formação de condução fora de estrada, e que, de certeza absoluta, foi meio caminho andado para que o acidente não tivesse outro tipo de consequências”, inspirasse mais cuidados, visto ter ficado encarcerado.
Do grupo de vítimas deste acidente, também fazem parte o Chefe José Mariano de Almeida, e os bombeiros Artur Melo Gonçalves, Asdrúbal Filipe Brito Gonçalves e Joana Almendra Lopes Almeida.
Ainda relativamente às vítimas deste acidente, que, neste momento, se encontram a recuperar em casa, José Paulo afirma que “nós tivemos quatro elementos, que saíram pelos seus próprios meios, de dentro da viatura, e que deambularam, um bocado ali, a auxiliar os outros colegas, a tentar sair”, até ao momento em que chegaram os meios de socorro, entre os quais, “a Viatura Médica de Emergência e Reanimação, do Hospital de São Sebastião”, “com mais um elemento do corpo de bombeiros, aqui a desempenhar funções como enfermeiro do INEM”.
O Comandante Adjunto dos Bombeiros Voluntários de Ovar contou-nos, também, a forma como viveu estes momentos, começando por dizer que “nós estamos a caminho de um teatro de operações em que, no meu caso pessoal, e do elemento que me acompanhava, nós vamos ouvindo muitas comunicações, muito ruído de fundo, e quando ouvimos a comunicação da nossa viatura, com uma situação de pedido de auxílio grave, urgente, a primeira reação foi, ‘eles estão enfiados em algum buraco, rodeados por fogo’”.
“O incêndio estava de tal ordem, que poderia causar alguma situação de aperto desse género”, acrescenta José Paulo, e continua dizendo que “logo de imediato, recebo uma comunicação via telemóvel, de que tinham capotado o carro”.
“Fiquei bloqueado, por completo e a ida até ao local do acidente, até me dizerem ‘epá, está tudo bem’, é feita debaixo de uma pressão, numa ansiedade brutal”, afirma José Paulo.
Segundo o Comandante Adjunto dos Bombeiros Voluntários de Ovar, “mesmo eles, os acidentados, diretamente, enquanto também não tiveram noção de como é que todos os colegas estavam, ou se já estavam a ser tratados, também eles se mostraram sempre muito ansiosos e muito nervosos, mas depois começou tudo a acalmar-se”. “E já não nos podemos esquecer de quem estava cá, no quartel, que estava à distância, a tentar saber o que é que se passava, e não foi fácil, para quem aqui estava”, afirma José Paulo.
Segundo José Paulo, “o fator psicológico, é uma situação que nos preocupa, por isso, um acidente com a brutalidade com que aquele foi, traz sempre sequelas psicológicas”, sendo que “já tivemos apoio psicológico, por parte da Autoridade Nacional da Proteção Civil”.
Quanto ao estado em que ficou a viatura, o Comandante Adjunto dos Bombeiros Voluntários de Ovar afirma que “o estado em que ficou o carro, é realmente algo que, à posteriori, nós, olhando para aquilo, analisamos e dizemos ‘como é que não morreu ninguém?’”. “Tivemos muita sorte, nesse aspeto”, disse.

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