Covid-19: Salvador Malheiro não arrisca opinião sobre o levantamento do cerco sanitário

Covid-19: Salvador Malheiro não arrisca opinião sobre o levantamento do cerco sanitário

Há precisamente um mês que o município de Ovar não registava um número de novos casos de infetados com a Covid-19 tão baixo. Ao 28º dia de cerca sanitária ao concelho, os números oficiais, vindos do Gabinete de Crise instalado na Câmara de Ovar, revelam um aumento de três casos de infetados confirmados, registando, agora, 581 casos em todo o município vareiro. De registar que o número de óbitos subiu para 23, mais um do que ontem, e que o número de recuperados se manteve em 21.
No balanço de mais um dia de combate ao coronavírus, Salvador Malheiro começa já a olhar para o final da semana, altura em que terá de ser avaliada a continuidade do cerco sanitário ao concelho, mas não revela, ainda, a sua posição.
Numa altura em que o PS de Ovar e o CDS de Ovar vieram a terreiro defender o levantamento do cerco sanitário, o presidente da autarquia apela a que se analisem todos os dados, antes de se decidir.
Salvador Malheiro defende que “uma opinião, sem conhecimento, é infundada”, e destaca que “uma decisão, sem conhecer todos os dados, pode revelar-se catastrófica”. Nesse sentido, diz o edil, “criar, prolongar no tempo, ou retirar uma cerca sanitária é, sempre, uma decisão muito difícil, que cabe a quem domina a matéria e tem a competência e responsabilidade para tal: a Saúde Pública”. Por outro lado, defende Salvador Malheiro, qualquer decisão “também depende, e muito, das condições em que o estado de emergência nacional irá ser prolongado”. Por isso, “acho prudente analisar os dados dos próximos dias”, diz.
O autarca assegura que não deixará de dar a sua opinião, “se for convidado por quem de direito”. Para já, “é precipitado”, remata.

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