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Derrotar o cancro: a história de um vencedor

Derrotar o cancro: a história de um vencedor

Aos 17 anos foram-lhe diagnosticados quatro tumores cerebrais e um tumor na medula espinal. João Silva esteve nove meses internado num hospital e venceu a batalha contra o cancro. Agora, com 21 anos, quer contar a sua história vezes sem conta, para servir de inspiração e alento aos que estão mergulhados em tão dura batalha.

Dia 24 de abril de 2020. É 1h02 e o Messenger do nosso jornal desperta com uma mensagem: “Boa noite. Chamo-me João Silva, sou de Válega, tenho 21 anos e aos 17 foram-me diagnosticados cinco tumores, quatro deles cerebrais. Os médicos diziam aos meus pais que era um caso bastante avançado e que não havia grande possibilidade de sobrevivência. Após nove meses internado… saí curado desta doença que está na ‘moda’ e gostaria de partilhar a minha história…”.
A batalha que travou já ficou para trás há três anos, mas está bem patente na sua memória. Seguiram-se entrevistas, em jornais e televisões, mas o foco continua: “Encorajar todos a não desistir, por mais dura que seja a batalha”.
E cá está o João Silva, mais uma vez, a narrar a sua história cujo epílogo aconteceu nove meses depois de uma primeira “indisposição e dor de cabeça”, sentidas num dia marcante – o aniversário do pai.
Ao cabo de uma semana de indisposições e idas ao hospital, a luta passou a ser contra um “linfoma não Hodgkin de Burkitt, de grau 5”, com “quatro tumores cerebrais e um tumor na medula espinal”, diz João Silva, que lembra: “Aqui começou todo o drama que vivi, envolvendo um sentimento de revolta, medo e incertezas quanto ao futuro”.
Noves meses foi, aliás, o tempo que esteve internado num hospital, onde foi submetido a duros tratamentos que, em dada altura, quase o fizeram desistir. “Foram nove meses de intermináveis semanas de tratamentos e exames, intervaladas com duas semanas de recuperação, entre cada tratamento”, salienta o valeguense.
No fim do primeiro tratamento “de altas doses de quimioterapia”, recorda “a medula espinal foi totalmente limpa, e ao completar o terceiro ciclo de quimioterapia todos os tumores foram eliminados” destaca, sem que os médicos “entendessem como tudo tinha acontecido, tão depressa”, revela.
João Silva diz que “foram muitas as batalhas vencidas”, mas não esquece o apoio incondicional dos pais. “Não querendo deixar ninguém de parte, porque toda a minha família me apoiou, tenho de destacar a minha mãe e o meu pai, porque, sem dúvida, foram eles os que viveram, certamente, o mesmo que eu”, destaca.
O valeguense, que continua a praticar ténis de mesa, recorda, ainda, que todas as semanas se motivava com a evolução positiva dos testes que fazia, e revela que foi aí que foi buscar a força necessária para travar esta batalha.
Três anos depois, o mais velho dos três irmãos desta família vareira, quer continuar a “encorajar e motivar” ou outros, “transmitindo-lhes a confiança que precisam para continuarem a lutar pela vida”.
Depois de vencida a batalha, João Silva tem agora a tarefa de se apresentar a consultas e exames de rotina, que acontecem de seis em seis meses. No passado dia 15 de maio foi dia de consulta. “Está tudo bem”, revela o vencedor desta batalha.
E já sabe: “Nunca devemos desistir dos nossos sonhos, nem de viver, por mais difícil que a batalha seja”. É o João Silva que o diz.

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