Mariana Sá Pinto: Da universidade para a linha da frente do combate à Covid-19

Mariana Sá Pinto: Da universidade para a linha da frente do combate à Covid-19

É um dos muitos profissionais de saúde, vareiros, que estão a trabalhar na linha da frente do combate à Covid-19. Poucos meses depois de chegar ao Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga (CHEDV), onde é médica Interna de Formação Geral, a jovem, de 24 anos, saltou diretamente para a linha da frente do combate à pandemia, onde integra a equipa de realização de rastreios de SARS-CoV-2, que é responsável por realizar o teste a doentes e profissionais de saúde com indicação referenciados.
Distante da família e dos amigos há dois meses, Mariana Sá Pinto fala do seu dia a dia no combate à pandemia, mas salienta que o SARS-CoV-2 “tem a capacidade de provocar danos irreversíveis em toda a população, mesmo na não infetada”. A médica vareira diz que “são os doentes não Covid” que lhe provocam, neste momento, “maior inquietação”, e alerta que “existem doentes com outras doenças agudas graves, potencialmente fatais, que não devem, nem podem ser desvalorizadas”.
Para combater o medo e as incertezas, que surgem do facto de “o conhecimento sobre esta doença ser ainda escasso”, Mariana Sá Pinto abre o coração e diz recorrer, várias vezes, às reflexões do médico, cientista e filósofo espanhol, Gregorio Marañón, lembrando que “…hasta donde no puede llegar el saber, llega siempre el amor”. A jovem médica diz que, o medo do agravamento da pandemia Covid-19 em Portugal é real, pois pode “ultrapassar a capacidade de resposta do SNS”, e assegura que “a única coisa a fazer é continuar a trabalhar, apoiar todos os colegas e incentivar a população a cumprir as medidas ditadas pela DGS”.

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